Cfp_38 Encuentro Anual de la ‘Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais’

Tomás Undurraga avisa del llamado a enviar resúmenes para el 38 Encuentro Anual de la ‘Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais’ que se llevará a cabo en Caxambu en Octubre 2014. El plazo para los resúmenes es el 25 de marzo. Abajo va la lista de grupos de trabajo, varios con temas cercanos a los que generalmente se discuten en este blog.

SIMPÓSIOS DE PESQUISAS PÓS-GRADUADAS APROVADAS – ANPOCS 2014.

SPG01 – As ações econômicas governamentais como construções sociais

Coordenação: Maria Chaves Jardim (UNESP), Antonio José Pedroso Neto (UFT)

Ementa: O objetivo é discutir pesquisas que utilizam as ferramentas teóricas e metodológicas das diversas sociologias econômicas para estudar ações econômicas do governo. Ou seja, o objetivo é abrir a “caixa preta” das políticas públicas voltadas para a economia, identificando agentes, instituições, ações, recursos, discursos e representações que produzem a construção social das mesmas. O SPG reivindica que as práticas e as pragmáticas das políticas públicas, em um sentido preciso de ações econômicas do governo, sejam exploradas pela sociologia e antropologia econômica e buscamos dialogar com pesquisas que revelem como e por que as políticas públicas são construções sociais, resultantes de práticas, configurações institucionais, lutas simbólicas, sendo (re)produzidas por diferentes agentes e grupos de distintos espaços sociais.A questão é entender como ações econômicas do governo e todas as práticas que gravitam em torno delas passam pelo crivo de conceitos trabalhados pela sociologia econômica(reciprocidade, habitus, incrustação, significado do dinheiro, mercado como construção social, )por exemplo. Trata-se da busca de discussões que desconsiderem as fronteiras interdisciplinares.

SPG02 – Aspectos do encarceramento na sociedade contemporânea

Coordenação: Camila Nunes Dias (UFABC), Luiz Claudio Lourenço (UFBA)

Ementa: Este SPG é um espaço de discussão e reflexão sobre a principal forma de punição institucionalizada pelo Estado democrático na contemporaneidade: o confinamento de jovens e adultos em instituições fechadas. Assim, são bem-vindos trabalhos que discutam as sanções e o internamento de jovens em unidades socioeducativas, que apresentem e analisem dados sobre o trabalho carcerário, que tratem de aspectos da cultura prisional e as questões gênero presentes em unidades carcerárias, que examinem a organização de coletivos de internos (comandos, facções e gangues), que analisem as dinâmicas de educação, trabalho e lazer nesses espaços e que tragam reflexões teóricas críticas a do encarceramento como forma de punição e que examinem alternativas à prisão.

SPG03 Ciências Sociais e Educação: dilemas e possibilidades na produção do conhecimento

Coordenação: Neusa Maria Mendes de Gusmão (UNICAMP), Amurabi Oliveira (UFAL)

Ementa: A educação pensada coloca-se como desafio diante das Ciências Sociais, com seus campos e métodos e do mesmo modo, as Ciências Sociais são desafiadas a fornecerem instrumentos teóricos e práticos para o desenvolvimento das pesquisas educacionais. Na construção de um conhecimento alargado encontra-se como motivação o reconhecimento da heterogeneidade social e a busca por uma educação intercultural. As possibilidades do intercultural entre campos de tradições distintas, porém, com elementos em comum, marca a presente proposta. Os dilemas e possibilidades das pesquisas acadêmicas voltadas para a educação a partir das Ciências Sociais enfrentam um processo de recente demanda e cujos passos ainda estão em construção. Busca-se assim, compreender o papel das Ciências Sociais, seus contributos para o campo educacional entendendo sua dimensão prática e teórica em termos do campo político, antropológico e sociológico que a demanda por educação representa na sociedade brasileira hoje, bem como, suas implicações na produção do conhecimento. Evidencia-se aqui as múltiplas interfaces entre as Ciências Sociais e a Educação (formal e não formal), incluindo aí o ensino de tais ciências.

SPG04 – Cinema & Contemporaneidade: Políticas e Poéticas Audiovisuais

Coordenação: Luis Felipe Hirano (ESP), Luiz Gustavo Pereira de Souza Correia (UFS)

Ementa: Este simpósio pretende congregar trabalhos de pós-graduação que visam a perscrutar estatutos cinematográficos, bem como implicações epistemológicas de construção e interpretação de mundos sociais. Em uma sociedade cada vez mais constituída por fluxos e contrafluxos de narrativas audiovisuais, propomos discutir abordagens teórico-metodológicas de investigações que lançam mão de filmes – documentais e ficcionais – como objetos e/ou métodos de pesquisa. Trata-se, assim, de debater o cinema em suas várias dimensões, com enfoque em: 1) modos como o aparato audiovisual tem sido utilizado em investigações; 2) articulações entre cinema, narrativas, memória e subjetividade; 3) representações e interpretações de narrativas cinematográficas sobre temas como as relações natureza/cultura, centro/periferia, corpo, gênero, sexualidade, classe, raça/etnia, identidade, etc; 4) condições sociais de produção, circulação e recepção de narrativas em diferentes formatos e gêneros. Em suma, busca-se debater dilemas e potencialidades do cinema em interlocução com as ciências sociais.

SPG05 – Cultura e Hegemonia no Capitalismo Contemporâneo

Coordenação: Rogério Ferreira Souza (IUPERJ), Paulo Rodrigues Gajanigo (UFF)

Ementa: A Proposta deste Simpósio de Pesquisas de Pós-graduação é discutir, refletir e ampliar o campo de análise das pesquisas já defendidas no âmbito das pós-graduação, mestrado e doutorado, que buscam relacionar as transformações culturais ao conceito de hegemonia no contexto do capitalismo contemporâneo; fazer um levantamento do corpus dos trabalhos que vêm sendo desenvolvidos e apresentados nos programas de pós-graduação cujas temáticas se pautam na cultura (a partir dos mais diversos conceitos, como: produção intelectual, arte, manifestação cultural, vida cotidiana) cuja preocupação seja a de identificar, compreender a esfera da cultura como campo de efetivação ou resistência à hegemonia no capitalismo contemporâneo.

SPG06 – Economia criativa e mercados das simbolizações

Coordenação: Miqueli Michetti (FGV-SP), Elder Patrick Maia Alves (UFAL)

Ementa: O Brasil da última década assistiu à emergência de condições políticas, econômicas e jurídicas que permitiram o surgimento de novos mercados de cultura. Os bens e os serviços simbólico-culturais passam a ser concebidos como vetores de desenvolvimento regional e a “diversidade cultural” torna-se ativo econômico e justificativa estética para as políticas culturais dirigidas à chamada economia criativa. Contudo, se, de um lado, o mercado cultural brasileiro tem no Estado um agente crucial, de outro esse mercado é povoado por práticas e discursos característicos do regime de acumulação flexível, de maneira que vemos surgir “novos modelos de negócios culturais”, tais como os “coletivos culturais”, que fundem a retórica da flexibilidade e da criatividade característica do “novo empreendedorismo” com os princípios da chamada “economia colaborativa”. Ao mesmo tempo, os “novos modelos de negócios culturais” com frequência dependem de recursos públicos para atuarem e os seus agentes se pretendem ainda ativistas culturais. Desse modo, as inéditas aproximações e tensões entre economia, cultura e política reclamam investigações mais aprofundadas e atualizadas.

SPG07 – Fronteiras: territórios, políticas e interculturalidade.

Coordenação: José Miguel Nieto) (UNICAMP), Marcelo Alarios Ennes (UFS)

Ementa: Esta proposta visa constituir um espaço de interlocução entre pesquisadores que se dedicam ao estudo sobre fronteiras, aos fluxos transfronteiriços e interculturalidade. As fronteiras tem passado por significativas mudanças produzidas por agentes e projetos estatais, por mercados econômicos (como o agrícola, o extrativista, a circulação dos produtos manufaturados), pelas mídias ao produzirem e disseminarem suas próprias concepções de fronteiras e, ainda, por movimentos políticos e sociais que ampliam e restringem o acesso aos estados nacionais (como é caso recente do referendo na Suíça que aprovou cotas para estrangeiros mesmo no âmbito da União Europeia). Serão bem vindos trabalhos de pesquisa nas diversas áreas das ciências sociais que permitam aprofundar o conhecimento das e desde essas fronteiras. Incentivamos, também, pesquisas que relacionem à problemáticas das fronteiras (internas e externas) aos processo identitários envolvendo dinâmicas de gênero, etnias, sexualidade, família e parentesco.

SPG08 – Gosto, hierarquias simbólicas e legitimidades culturais

Coordenação: Carolina Martins Pulici (UNIFESP), Dmitri Cerboncini Fernandes – (UFJF)

Ementa: Este SPG busca congregar jovens pesquisadores cujos objetos se relacionem ao gosto e às práticas culturais. A análise das preferências estéticas na ótica das ciências sociais é uma área de pesquisa promissora no Brasil, onde a clivagem social se expressa em todos os âmbitos culturais. Dado que a maioria dos estudos não aborda o gosto em função das propriedades sociais de seus portadores, mas do impacto da conjuntura política e da indústria cultural na produção e recepção das formas artísticas, a proposta aqui é discutir a apropriação diferencial da cultura a partir das especificidades sociais de seu público. Assim, serão priorizadas pesquisas centradas na produção, difusão e recepção das obras em vastos domínios da cultura como música, moda, gastronomia, artes plásticas, arquitetura, literatura, teatro, cinema e televisão. Visto que os discursos sobre o que é digno de ser consumido e a maneira de fazê-lo revelam as convenções que regulam a relação com as obras em dado momento histórico, serão também bem-vindas as investigações voltadas à atuação prescritiva dos intermediários culturais (críticos, consultores de moda, corretores imobiliários, profissionais de marketing cultural).

SPG09 – Literatura e sociedade

Coordenação: Mariza Veloso Motta Santos (UnB), Andréa Borges Leão (UFC)

Ementa: O objetivo do Simpósio é reunir pesquisas que discutam as formas com que a literatura tem interpelado a sociologia e como ambas constroem discursos sobre a sociedade moderna e contemporânea. Seja por seus temas predominantes ― temas sociais diversos, violência, conflito, sexualidade ―, seja como campo transversal apropriado para abrigar vozes dissonantes, subjetividades deslocadas. Do mesmo modo, a narrativa literária fala o que a ideologia esconde, conforme dizia Adorno. O diálogo com as diversas matrizes da sociologia da literatura permite observar o cotidiano, os embates das subjetividades nas tramas sociais: instituições e trajetórias; biografia e história.

SPG10 – Mobilidades, trânsitos e fluxos no contexto contemporâneo

Coordenação: Igor José de Renó Machado (UFSCAR), Gláucia de Oliveira Assis (UDESC)

Ementa: Nesse início de século XXI a dispersão de povos e culturas através de espaços geográficos ou espaços imaginados coloca novos sentidos para os deslocamentos. São grupos que se espalham pelo mundo cruzando fronteiras, reconstruindo identidades e colocando questões para a cidadania na atualidade. Também se intensifica a entrada de imigrantes internacionais que voltam a ver o Brasil como uma “terra de oportunidades”. Nesse cenário observamos que também internamente às nações ocorrem novos espaços de migração. Todas essas formas de circulação, não só de pessoas, mas também de bens, mercadorias e imaginários sociais colocam questões para esses fenômenos. Este SPG pretende analisar tais deslocamentos tanto do ponto de vista dos deslocamentos internos quanto internacionais, buscando problematizar como gênero, raça/etnicidade e classe perpassam os movimentos. Pretendemos discutir as trocas que têm circulado nesses circuitos transnacionais/nacionais e como são perpassadas por gênero, etnia/“raça”, nacionalidade e geração configurando diversos laços entre as localidades e novos processos identitários, bem como os impactos sociais, políticos, econômicos e demográficos desse ir e vir.

SPG11 – Múltiplos discursos e práticas sobre drogas: medicina, direito e consumidores sob a perspectiva das Ciências Sociais

Coordenação: Frederico Policarpo (UFF), Beatriz Caiuby Labate (UNICAMP)

Ementa: O SPG visa refletir sobre as representações acerca do consumo de substâncias psicoativas e discutir instrumentos teóricos e metodológicos que permitam compreender os padrões de consumo, seus efeitos e os controles que os cercam. Contempla a multiplicidade de discursos e práticas que coexiste em torno das “drogas”. Tanto as estratégias de controle sobre as experiências de consumo, como aquelas mobilizadas para garantir esse consumo são consideradas em suas singularidades. Nesse sentido, propõe-se problematizar o atual paradigma “médico-legal”, que se apresenta como hegemônico no contexto ocidental, e observar os modos de funcionamento das instituições de controle e seus efeitos políticos e sociais em diferentes sociedades. Para tanto, o SPG comporta: 1) etnografias sobre práticas de consumo de substâncias que recebem as alcunhas de “droga”, “plantas” e “remédios”; 2) análise de políticas públicas de drogas e das instituições que atualizam regimes de controle, tais como tribunais de justiça e serviços de saúde; 3) pesquisas que exploram a articulação entre o saber nativo e as disciplinas diversas, como as investigações sobre o potencial terapêutica da maconha e dos alucinógenos.

SPG12 – Organizações civis, mobilizações sociais e “violência urbana”: novas cartografias na ação coletiva

Coordenação: Ana Paula Galdeano Cruz (UNIFESP/CEBRAP), Leilah Landim (UFRJ)

Ementa: Nas últimas décadas, assistimos à ampliação de atores engajados na ação social, política e moral em contextos de “violência urbana”. Estão em curso tanto mudanças nas gramáticas de organizações civis preexistentes – que passam agora a tematizar a “violência” -, como a entrada de novos grupos associativos que se posicionam frente a eventos críticos ou transformações urbanas intensas. Políticas públicas na área da segurança e direitos humanos (como conselhos, conferências, UPPs etc.), além da “expansão do mundo do crime”, também vêm impulsionando essas dinâmicas. Pretende-se indagar sobre a configuração de novas cartografias na ação coletiva, marcadas crescentemente por agentes e atores identificados com as “periferias”. O objetivo deste SPG é discutir a atuação de organizações civis, grupos ou mobilizações sociais que se inscrevem no campo de ações e discursos referidos à “violência urbana” – desde ONGs, igrejas pentecostais, associações de moradores, grupos de familiares de vítimas, grupos culturais de jovens, até atores do “mundo do crime”, como as facções criminais – assim como suas relações com políticas públicas, os atores estatais e as sociabilidades locais.

SPG13 – Partidos Políticos e Sistemas de Partidos

Coordenação: Bruno Bolognesi (UNILA), Soraia Marcelino Vieira (UENF)

Ementa: O SPG Partidos Políticos e Sistemas de Partidos busca reunir trabalhos que apresentem como temática a organização partidária; recrutamento político; os partidos na arena eleitoral, legislativa e no executivo; ideologia e partidos políticos; competição a interação entre os partidos. O SPG tem como eixo principal o perfil e atividade dos partidos políticos e sua atuação e interação nas democracias contemporâneas. Do ponto de vista metodológico, esperamos contribuições de estudos comparados, quantitativos, qualitativos e mistos. Quanto à abordagem do tema serão aceitos trabalhos que tratem os partidos e seus sistemas nacionais, regionais ou locais, bem como a comparação entre estes.

SPG14 – Pensamento Social e Análise da Cultura

Coordenação: Maria Fernanda Lombardi Fernandes (UNIFESP), Fernando Antonio Pinheiro Filho (USP)

Ementa: O Simpósio Pensamento social e análise da cultura pretende acolher trabalhos que reflitam sobre a produção intelectual em seus diversos aspectos, seja tomando como objeto os condicionantes da atividade intelectual, seja analisando seus produtos nos domínios da arte, literatura, pensamento social, etc. Visando contemplar a diversidade de perspectivas que configuram a área, o grupo abrigará trabalhos de diferentes abordagens teóricas, históricas e metodológicas, tanto acerca do Brasil quanto em relação a outras matrizes. O propósito maior do grupo é constituir um espaço de interlocução para os pós-graduandos de Ciências Sociais que tenham trabalhos com embocadura nas diferentes áreas (Antropologia, Sociologia e Ciência Política), contribuindo para o aperfeiçoamento e continuidade de suas pesquisas.

SPG15 – Perspectivas etnográficas sobre documentos: possibilidades analíticas e desafios metodológicos

Coordenação: Laura Lowenkron (UNICAMP), Leticia Carvalho de Mesquita Ferreira (FGV)

Ementa: Um dos principais desafios do fazer etnográfico na atualidade decorre da própria construção de objetos de pesquisa e da eleição dos artefatos a partir dos quais construímos nossas etnografias. O objetivo do SPG é reunir pesquisas que contribuam para reflexões sobre os dilemas, as implicações e as potencialidades teóricas e metodológicas de se pensar e pesquisar antropologicamente sobre e a partir dos documentos. Pensados em seus circuitos de produção, circulação e arquivamento, documentos consistem em artefatos etnográficos especialmente rentáveis em certos contextos de pesquisa, e suscitam importantes questões acerca das auto-representações da antropologia. Nesse sentido, acolhemos não apenas trabalhos que discutam o fazer etnográfico em arquivos propriamente ditos, mas também aqueles baseados em etnografias nas quais os documentos (sejam documentos pessoais, acervos ou registros documentais de diversas ordens e outras práticas de documentação) constituam artefatos fundamentais nos contextos pesquisados e, portanto, no próprio processo de produção de conhecimento antropológico.

SPG16 – Potências tradicionais, potências emergentes e a ordem mundial contemporânea: dilemas, tensões e possibilidades

Coordenação: Leonardo Ramos (PUC Minas), Alexandre Cesar Cunha Leite – (UEPB)

Ementa: A presente proposta busca fortalecer a presença da área das Relações Internacionais na ANPOCS, em especial com relação à divulgação das pesquisas de pós-graduandos da área junto à comunidade acadêmica das Ciências Sociais. Diante das recentes transformações da ordem mundial constata-se que a estrutura do capitalismo global, a hierarquia e as correlações de força no âmbito internacional têm sido alteradas. Neste contexto, outros atores têm se inserido internacionalmente de forma diferenciada, encontrando possibilidades e limites. Paralelamente, nota-se certas respostas por parte das potências tradicionais/desenvolvidas. Assim, a proposta incorpora questões transversais, não se reduzindo a uma visão estadocêntrica mas incorporando a importância de outros atores para o entendimento de tais transformações. Em suma, abarca questões como: (i) (trans)formação de espaços multilaterais de negociação para as potências tradicionais e médias emergentes; (ii) articulações regionais e seu papel nestes processos; (iii) cooperação técnica descentralizada; (iv) cooperação norte-sul, norte-norte e sul-sul e seus impactos e relações com os processos acima referidos.

SPG17 – Práticas do sistema de justiça criminal e segurança pública

Coordenação: Ludmila M L Ribeiro (UFMG), Vivian Paes (UFF)

Ementa: Pretende-se reunir, neste SPG, estudos que descortinem as práticas desenvolvidas pelos operadores e/ou organizações que compõem o sistema de justiça criminal e segurança pública. Serão privilegiados trabalhos que procurem ir além da descrição, problematizando os desafios de pesquisas em instituições geralmente fechadas a conhecimento público, bem como a forma como os atores constroem as suas ferramentas, regras, normas e proibições no ambiente de trabalho e, ainda, as justificativas que tais indivíduos elaboram para a adesão ou transgressão dos programas de ação consolidados em normativas gerais, políticas públicas ou regulamentos disciplinares. Os estudos devem propor, portanto, o escrutínio da relação entre cultura jurídica e funcionamento das organizações, destacando como as regras e recursos que orientam a ação dos operadores quando mescladas aos constrangimentos contextuais e à cultura organizacional possuem efeitos cumulativos sobre a forma e o resultado dos processos de implementação de segurança pública e de justiça.

SPG18 – Religiões em trânsitos: formação de territórios, redes, políticas, mídias e subjetividades

Coordenação: Marcelo Natividade (UFC), Carly Barboza Machado (UFRRJ)

Ementa: A proposta do SPG é pensar o religioso em movimento, refletindo sobre a religião enquanto aspecto central na constituição de circuitos que instauram configurações específicas de pessoa/identidades, rituais, territórios, comunicação, políticas. Sugerimos um debate acerca da circulação de diferentes elementos que, situacionalmente, constituem configurações particulares de projetos religiosos, em seus enlaces com políticas, saberes, subjetividades, mídias. O objetivo é reunir trabalhos que elucidem aspectos: das passagens, trânsitos, circuitos religiosos que forjam territorialidades e relações entre localidades; da produção de práticas políticas e da construção de redes político religiosas; dos movimentos emergentes conservadores e dissidentes e suas propostas de manutenção ou ampliação dos sentidos do religioso; das trajetórias subjetivas que atualizam dilemas e conflitos dos sujeitos em movimento e sua relação com aspectos do religioso.

SPG19 – Repensando e Ressignificando a economia, o mercado e seus dispositivos de legitimação

Coordenação: Elaine da Silveira Leite (UFPel), Marina De Souza Sartore (UFG)

Ementa: Este SPG tem como objetivo promover a troca de conhecimentos entre pós-graduandos em ciências sociais que buscam abrir a caixa preta da economia, evidenciando os seus mecanismos sociais, políticos e culturais. Particularmente, enfoca o debate sobre os diversos dispositivos, que contribuem para a legitimação da ordem econômica: índices (de desenvolvimento humano, pobreza, financeiros, renda, emprego, desigualdade, inadimplência etc.), ratings, estatísticas econômicas públicas e privadas; bem como, políticas da valoração e avaliação (de atribuição de valor econômico à natureza, por exemplo), etc. Ao repensar e investigar tais dispositivos de cálculo e de legitimação busca-se trazê-los para a lente de análise das ciências sociais brasileira e avançar na compreensão sobre a naturalização da economia, ao mesmo tempo em que pretende-se ultrapassar barreiras disciplinares e agregar o debate mais amplo sobre distribuição de renda, mobilidade, desigualdade, prestação de contas e transparência.

SPG20 – Sexualidade e gênero: espaço, lugar e relações de poder

Coordenação: Isadora Lins França (UNICAMP), Roberto Marques (URCA)

Ementa: Nas últimas décadas, temos acompanhado transformações sociais importantes referentes a gênero e sexualidade no Brasil. As ciências sociais brasileiras têm contribuído para a compreensão desse contexto de renovada visibilidade de sujeitos políticos, bem como da produção de discursos e convenções a partir de diferentes saberes. Uma das possibilidades de abordagem tem se constituído considerando tais processos em sua dimensão espacial, aqui entendida como fundamentalmente relacional. A proposta do SPG é a de reunir trabalhos realizados no âmbito de pós-graduação que explorem a interface entre gênero e sexualidade e espaço, em sua articulação com outras relações sociais de poder, a partir de diferentes recortes empíricos e etnográficos. Questões privilegiadas são: produção de lugares, territorialidades e fronteiras articulada a gênero e sexualidade; sociabilidades, práticas de consumo e mercado em diferentes contextos espaciais; processos de subjetivação e de constituição de desejos, estilos e categorias de identidade; trânsito, circulação e regimes de mobilidade em diferentes escalas; cidade, produção de sujeitos e políticas de sexualidade e gênero a partir de confluências diversas.

SPG21 – Sociologia e Antropologia da Moral

Coordenação: Jussara Freire (UFF), Gabriel David Noel (UNSAM)

Ementa: Na continuidade do GT Sociologia e antropologia da Moral, o simpósio propõe promover um debate em torno do “problema da moral” em pesquisas realizadas no âmbito de programas de pós-graduação em ciências sociais. Considerando a multiplicação de debates em torno de uma antropologia e sociologia da moral e/ou das moralidades, o objetivo do SPG aqui proposto é refletir sobre as contribuições, repercussões e reapropriações de abordagens sociológicas e antropológicas que problematizam “a moral” como objeto de estudo das ciências sociais. Busca-se mapear diferentes recortes analíticos possíveis para a compreensão “da moral” desde que “a moral” seja efetivamente o objeto em análise, i. é., de que a abordagem se esforce em se distanciar do caráter normativo que lhe poderia ser associado. Privilegiar-se-á descrições compreensivas de capacidades e operações morais de mobilizadas por atores sociais diversos. Para compreender a construção da “moral” como objeto, não foi delimitado previamente temas ou recortes. Serão privilegiados os trabalhos que relacionam este objeto com a postura compreensiva e/ou interpretativa da análise das competências de atores sociais.

SPG22 – Teoria social no limite. Novas frentes/fronteiras na teoria social contemporânea

Coordenação: Artur Perrusi (UFPE), Sergio Barreira de Faria (UnB)

Ementa: O objetivo do SPG seria explicitar a diversidade de pesquisas e de novas abordagens teóricas, principalmente de mestrandos e doutorandos. Assim, abordagens inovadoras, dentro das próprias ciências sociais (teoria do ator-rede, por exemplo) ou em relação tensa com elas, como é o caso dos “Estudos” antidisciplinares (estudos culturais, por exemplo), serão privilegiadas. O SPG será composto por uma sessão com dois eixos norteadores: Teoria social e Teoria sociológica. O primeiro eixo abordará o seguinte leque de teorizações: epistemologias e ciências sociais, concepções ontológicas e normativas nas ciências sociais, desdobramentos axiológicos e políticos das teorizações, as fronteiras e os diálogos entre teorias sociais e outras áreas de conhecimento, as relações entre teorias, posturas metodológicas e diagnósticos do presente. O segundo eixo abordará teorizações que problematizam mudanças sociais, culturais e existenciais, a saber: temáticas macrossociológicas (modernidade, capitalismo, novas tecnologias no mundo global ou no Brasil); reflexões mais microssociologicas (novas formas de vida e de socialização, políticas de valores e crenças, movimentos sociais e mudanças moleculares).

SPG23 – Tolerância, Justiça Distributiva e Reconhecimento

Coordenação: Hélio Ricardo Alves (UFRGS), Júlio César Barroso (UNIFESP)

Ementa: Tolerância, justiça distributiva e reconhecimento são eixos estruturantes do pensamento político moderno e contemporâneo, capazes de orientar a formulação de questões normativas relevantes para sociedades marcadas por desacordo moral e segmentação socioeconômica, persistentemente às voltas com o problema ético-político da conjugação entre igualdade e liberdade. Sendo assim, este SPG pretende reunir trabalhos de teoria política moderna e contemporânea que se detenham sobre estas questões e seus pensadores, seja enfatizando o entendimento histórico, seja visando a formulações normativas.

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